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Violência contra a mulher e qualidade de vida

violence against women and Quality of life
  • Mari Anna Tavares de Lima
  • Rosa Aurea Quintella Fernandes


RESUMO

Objetivo - O objetivo foi avaliar a Qualidade de Vida (QV) de mulheres que sofrem violência e associar as características sociodemográficas, tipo de agressão, grau de parentesco do agressor e frequência das agressões com a QV. Método. Estudo exploratório, descritivo, desenvolvido na Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude. Participaram 70 mulheres e o instrumento de QV utilizado foi o WHOQOL-BREF. Resultados. A QV geral das mulheres foi baixa com escore médio de (42,1). O domínio com maior média foi o das relações sociais (51,9). Houve associação estatisticamente significativa entre a QV e as mulheres casadas e separadas no domínio psicológico (p=0, 038) e, entre as casadas e solteiras, no domínio das relações sociais (p=0, 027). Observou-se, diferença estatística significativa na QV das mulheres com filhos no domínio psicológico (p=0, 042) e no meio ambiente (p=0, 011) e nas que sofreram violência repetidamente, no domínio psicológico (p=0, 030) e na QV geral (p=0, 005). Na QV geral houve diferença estatística para aquelas que sofreram violência física (p=0, 007). Conclusão. Os resultados desta pesquisa podem contribuir para conhecer a Qualidade de Vida de mulheres que sofrem violência e para a visibilidade da carga negativa que isto representa em suas vidas.

Palavras-Chave: Violência contra a Mulher, Gênero e saúde, Qualidade de vida, Enfermagem.


SUMMARY - Objective: To evaluate the Quality of Life (QOL) of women who suffer violence and associate the sociodemographic characteristics, type of assault, relationship of the perpetrator and frequency of aggression with QOL. Method: An exploratory and descriptive study, developed by the Brazilian Association for the Defense of Women, Children and Youth. Seventy (70) women participated and the QOL instrument used was the WHOQOL-BREF. Results: The overall QOL of women was low with an average score (42.1). The area with the highest average was the social relations (51.9). There was a statistically significant association between QOL and married and separated women in the psychological domain (p = 0.038) and between married and unmarried, in the domain of social relations (p = 0.027). Statistically significant differences were observed in QOL of women with children in the psychological domain (p = 0.042) and the environment (p = 0.011) and those who have experienced violence repeatedly in the psychological domain (p = 0.030) and in overall QOL (p = 0.005). In general, QOL showed a statistical difference for those who have suffered physical violence (p = 0.007). Conclusion: The results of this research can contribute to better understanding the Quality of Life for women suffering violence and the visibility of the negative aspects that this represents in their lives.

Descriptors: Violence against Women, Gender and Health, Quality of life, Nursing.

INTRODUÇÃO

A violência contra a mulher é uma forma de agressão que persiste no tempo e ocorre praticamente em todas as classes sociais, culturas e sociedades, independe de idade, cor, etnia, nacionalidade, opção sexual ou condição social e tomou tal dimensão que é considerada um grave problema social com inúmeras repercussões sobre sua saúde física e psicológica1.

A maioria das queixas de violência parte de mulheres que sofrem alguma forma de agressão no interior do espaço doméstico, pois são vistas pelo homem como objeto de posse e subjugação.

Revisão de literatura, que cobriu o período de 2003 a 2007, concluiu que a violência contra a mulher é um tema pesquisado em diferentes continentes e que o perfil das mais atingidas pode ser delineado como jovens, na faixa etária de 20 a 39 anos, casadas e agredidas por seus parceiros atuais. 2

O estudo da violência é importante por ser uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, é um fenômeno possuidor de determinantes sociais e condicionantes culturais que podem significar agravos à saúde e ameaça à vida, às condições de trabalho, às relações interpessoais e à qualidade da existência.1

A violência contra a mulher tem se agravado tanto em termos de quantidade, quanto de qualidade, ou seja, as vítimas têm sofrido agressões, inicialmente, mais leves que vão se tornando cada vez mais severas e chegam a ocasionar a morte ou graves sequelas, impossibilitando a vítima de ter qualidade de vida. 3

A repetição da violência, a par das consequências físicas que imprimem à saúde da mulher, deixa marcas indeléveis em seu espírito, minando sua autoestima e possivelmente influenciando sua QV. Os estudos que relacionam esses dois temas ainda são muito escassos e pouco se conhece sobre o impacto da violência na qualidade de vida (QV) das mulheres vitimizadas.

Os objetivos do estudo foram: avaliar o índice de Qualidade de Vida de mulheres que sofrem violência e associar o índice com as características sociodemográficas, tipo de agressão, grau de parentesco do agressor e frequência das agressões.

MÉTODOS

Pesquisa transversal, exploratória e descritiva desenvolvida na Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (ASBRAD).

A ASBRAD é uma Organização Não Governamental (ONG), fundada em 18 de dezembro de 1997, sem fins lucrativos, de caráter social, que tem como missão e finalidade estatutárias, defender os direitos da mulher, da família, da maternidade, da infância, da adolescência e da velhice. Oferece assistência social, psicológica e jurídica, gratuitamente, combatendo e denunciando os casos de violência em todos os âmbitos da convivência humana.4

A amostra foi constituída por 70 mulheres elegíveis para o estudo que estavam em acompanhamento na ASBRAD, há pelo menos 12 meses e que atenderam aos critérios de inclusão: saber ler e escrever e ter idade mínima de 20 anos.Foram excluídas as adolescentes e gestantes.

Os dados foram coletados no período de maio a agosto de 2010 foram utilizados dois (2) instrumentos um (1) com o objetivo de coletar os dados sociodemográficos das mulheres e o outro para medir a qualidade de vida (QV).

A QV foi mensurada pela aplicação do WHOQOL-BREF, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Este instrumento avalia cinco domínios da qualidade de vida: o físico, o psicológico, as relações sociais, o meio ambiente e o geral, e está constituído por 26 questões. Os escores podem variar de zero a 100 e quanto maior o escore, melhor a qualidade de vida.

O Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Guarulhos, Parecer 34/2010, SISNEP/530.

Para avaliar a influência das características sociodemográficas, características da violência e do agressor na QV, foram realizadas análises univariadas de associação utilizando os testes t-Student e ANOVA. Para estudar a associação dos escores de cada um dos domínios da QV e a QV geral com as variáveis demográficas (idade, estado civil, escolaridade, raça, situação empregatícia), tipo de violência e número da agressão foi aplicado o teste t-Student (no caso de variáveis com duas categorias de resposta) e a metodologia de análise de variância – ANOVA (para variáveis com três ou mais categorias de resposta). No caso da ANOVA onde houve significância estatística (p<0,05), foram realizadas comparações múltiplas pelo teste de Bonferroni. Valores de p ≤ 0,05 indicam que existe diferença estatisticamente significante das médias do escore de QV entre as categorias de respostas analisadas.

RESULTADOS

O perfil das participantes do estudo revelou tratar-se de jovens com idade média de 36 anos, 44,3% autodefinidas como brancas e 31,4% como pardas. A maioria (57,1%) vivia com companheiro, 44,3% com ensino fundamental completo ou incompleto. A renda familiar mensal estava por volta de um (1) a três (3) salários mínimos, que à época era R$ 756,91. A maioria (95,7%) tinha filhos e atividade remunerada (64,3%).

Tabela 1. Distribuição da amostra segundo o tipo de violência, agressor e reincidência (n=70). Guarulhos, 2010.



Observa-se, na Tabela 1, que as mulheres sofrem diferentes tipos de agressão ou mais de um tipo. A associação da agressão física e psicológica foi a que obteve maior percentual (45,8%), seguida da psicológica (38,6%). O agressor na maioria das vezes (70%) foi o companheiro e a mulher foi agredida repetidas vezes (62,9%).

As mulheres caracterizaram o perfil dos agressores como brancos e pardos, com baixa escolaridade, maioria (52,8%) estudou até no máximo o ensino fundamental e 8,6% eram analfabetos. A maioria (82,9%) tinha atividade remunerada e consumia drogas (60%).

Tabela 2. Distribuição da amostra, segundo a topografia da agressão. Guarulhos, 2010.



Na Tabela 2, observa-se que os locais mais agredidos foram, em primeiro lugar, os membros superiores com 91,4% de referências, a seguir a cabeça (71,4%), membros inferiores (67,1%), costas (21,4%) e partes íntimas (20%).

Tabela 3. Estatísticas descritivas dos domínios do WHOQOL- BREF. Guarulhos. 2010.



Observa-se, na Tabela 3, que o domínio com maior média de escore foi o das Relações Sociais (51,90) e que o escore Geral de QV foi baixo (42,14) considerando que o máximo é 100.

Associação entre qualidade de vida e características sociodemográficas

Na associação entre QV e as características sociodemográficas observou-se que as variáveis: idade, raça e situação empregatícia, não interferiram na QV das mulheres, pois não houve diferenças estatisticamente significantes (p≥0,05).

Entretanto, as variáveis: estado civil e presença de filhos interferiram na QV das mulheres. As mulheres separadas, em comparação com as demais, referiram melhor QV geral assim como nos domínios psicológico e meio ambiente. Já as solteiras, em comparação com as demais, tiveram melhor QV nos domínios físico e relações sociais. Contudo, a diferença foi estatisticamente significante apenas no domínio psicológico (p=0, 049) e das relações sociais (p=0, 030). No domínio psicológico a diferença significativa foi observada apenas entre casadas e separadas (p=0, 038). E no domínio relações sociais, entre casadas e solteiras (p=0, 027). As mulheres que vivem com os parceiros, seja em união consensual ou oficialmente casada, tiveram escores menores de QV.

Na associação entre QV e presença de filhos verificou-se que, em todos os domínios, as mulheres que não tinham filhos apresentaram melhor QV quando comparadas com as que tinham filhos. Porém, houve diferença estatisticamente significante apenas no domínio psicológico (p=0, 042) e meio ambiente (p=0, 011).

Associação entre Qualidade de Vida e violência

Ao avaliar a associação entre QV e o tipo de violência sofrida. Verificou-se que, em todos os domínios, as mulheres que sofreram violência física tiveram escores menores do que as que não sofreram. Porém, somente na QV geral houve diferença estatisticamente significante (p= 0, 007).

Na comparação entre as mulheres que foram agredidas psicologicamente e as que não foram, tanto o escore geral como o por domínios (p>0,05) indicam que a violência psicológica não influenciou a qualidade de vida das mulheres do estudo.

No caso da violência sexual os resultados apontam que as médias dos escores de QV das mulheres que sofreram ou não este tipo de violência são semelhantes, mas, em todos os domínios da QV, os escores daquelas que não sofreram esse tipo de violência são melhores, inclusive no geral. Entretanto, não foi observada diferença estatisticamente significante entre elas (p>0,05).

O número de vezes que as mulheres foram agredidas influenciou em sua QV uma vez que houve diferença estatisticamente significante na comparação das médias dos escores entre as que foram agredidas ou não mais de dez vezes, apenas no domínio psicológico (p=0,030) e na QV geral (p=0,005).

Discussão

A média de idade das mulheres entrevistadas foi de 36 anos, resultado semelhante ao de outros estudos 5,6,7 nos quais as mulheres agredidas encontravam-se na faixa etária de 34 a 37 anos, respectivamente. Outros trabalhos sobre violência de gênero apontam mulheres mais jovens, entre 18-29 anos2,8. A definição da raça/cor foi autorreferida e 44,3% das mulheres consideraram-se brancas. Este dado pode estar mascarado, porque, muitas vezes, as pessoas se autodenominam de uma etnia quando, na realidade, pertencem à outra. Outras publicações 9,5,10 apresentam a raça/cor negra como predominante nas amostras estudadas.

Em relação ao estado civil, a maioria das mulheres (57,1%) vivia com o companheiro. Outros estudos2,5,11 que traçam o perfil de mulheres submetidas à violência doméstica apontam que a maioria vivia com o parceiro e, em um desses estudos, o percentual de mulheres casadas foi de 64% e, em outro, de 72,2%.

Estudo8 sobre a violência de gênero enfatiza que a escolaridade influencia a ocorrência do fenômeno, pois, quanto mais elevado o nível de estudo das mulheres, menor sua tolerância para os atos agressivos. Entretanto, vale ressaltar que dados sobre violência doméstica que envolvem mulheres de melhor nível socioeconômico, podem estar sub representados pela tendência de ocultar a ocorrência neste estrato social 5.

No presente trabalho, a maioria das mulheres (95,7%) tinha filhos e 64,3% exerciam atividade remunerada. Alguns trabalhos5,8 apontam que os filhos podem ser um impeditivo dela romper a relação com o agressor e, por isso, a mulher permanece sofrendo violência. O fato de a maioria estar empregada (64,3%) corrobora o estudo 11 que cita uma porcentagem considerável de mulheres que trabalhavam (41%) e foram vítimas de violência.

As mulheres que participaram deste estudo sofreram diferentes tipos de agressão e/ou a associação de mais de um tipo. Embora as mulheres não saibam classificar os insultos, humilhações e palavras afrontosas como violência psicológica, elas são capazes de identificar essas situações como agressão. Resultados de outros trabalhos5,11 indicam, também, que as vitimas sofreram a associação de mais de um tipo de violência.

A pessoa mais referida como agressor foi o companheiro (70%), dado encontrado em outros estudos identificados na literatura12,3 que referem o parceiro íntimo como o agressor principal.Outro aspecto enfatizado pelos resultados deste estudo é a reincidência da agressão, referida por 62,9% das mulheres, assim como o medo do agressor (75,7%).

Alguns estudos 5,13 apontam que, apesar de a vítima sentir medo do agressor, elas não se separam por diferentes razões, entre elas a existência de filhos, dependência financeira, paixão, perda de suporte da família e esperança de que o agressor mude de comportamento.

Os locais mais agredidos foram os membros superiores, cabeça e membros inferiores. Outros estudos 14,15,16 apresentam a mesma topografia para as agressões. Pode-se supor que os membros superiores são mais atingidos por alguma tentativa de defesa da mulher no momento da agressão.

A análise dos resultados da QV identificou média dos escores de QV Geral de 42,14 e o domínio com maior média o das Relações Sócias (51,90). Considerando que o escore máximo é 100, pode-se inferir que a QV destas mulheres não é boa embora, Castro16 sugira que escores entre 41 e 60 classificariam uma Qualidade Vida como Nem Ruim Nem Boa.

Os resultados da associação da QV e das variáveis sociodemográficas permitem inferir que situações como conviver com o companheiro e ter filhos, interferiu negativamente na QV das mulheres. Não é fácil para a vítima dividir o domicilio com quem a agride continuadamente mas, mesmo assim muitas elas não encontram força para romper com esta situação e os filhos podem constituir uma barreira na quebra do laço com o agressor. Assim, mesmo sofrendo, ela persiste no relacionamento.

A violência física repercutiu na QV das mulheres. Estudo17 que comparou violência doméstica com QV, identificou escores compatíveis com uma má QV e depressão, assim como associação significante entre distúrbios mentais, disfunção psicossocial e violência de gênero. As mulheres que sofrem violência física podem apresentar sintomas recorrentes de dor e dificuldade para dormir. Os profissionais que atendem emergência devem estar alertas para a necessidade de investigar a possibilidade de situações de violência em mulheres que apresentam recorrência desses sintomas.

A repetição dos maus tratos foi outra variável que influenciou a QV das mulheres. A violência em si já representa um trauma na vida da mulher. A repetição das agressões, a convivência diária com o medo, a insegurança, a incerteza do que virá dia após dia fragilizam o emocional da mulher, o que pode explicar os resultados obtidos no domínio psicológico e na QV geral, neste estudo. Muitos trabalhos5,8,16, apontam a influência da violência na saúde mental das mulheres que podem apresentar fobias, depressão, estresse pós traumático, insônia, ansiedade, distúrbios sociais, tendência ao suicídio e abuso de drogas e álcool.

Conclusão

A violência em suas diferentes formas de manifestação interfere negativamente na QV das mulheres sobretudo, daquelas que sofrem agressão repetidas vezes, convivem com o agressor e tem filhos.Outros estudos que comparem violência e QV devem ser realizados de modo a possibilitar comparações e dar visibilidade ao problema.

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