Lesões de pele associadas a dispositivos médicos em neonatos: estudo transversal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31011/reaid-2026-v.100-n.1-art.2605

Palavras-chave:

Recém-nascido, Pré-termo, Ferimentos, Pele, Equipamentos e provisões

Resumo

Introdução: As lesões de pele associadas ao uso de dispositivos médicos em recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva representam um importante desafio clínico, especialmente entre os prematuros e aqueles com longas internações. Essas lesões podem comprometer a integridade cutânea, aumentar o risco de infecções e prolongar o tempo de hospitalização. Objetivo: Analisar as lesões de pele em recém-nascidos críticos relacionadas ao uso de dispositivos médicos e descrever os tratamentos empregados. Métodos: Estudo epidemiológico, transversal, realizado em unidade de terapia intensiva neonatal de um hospital universitário do oeste do Paraná, Brasil, entre outubro/2022 e outubro/2023. A análise estatística incluiu teste qui-quadrado, ANOVA e Análise de Correspondência Múltipla (p < 0,05). Resultados: A prevalência de lesões de pele causadas por dispositivos hospitalares foi 29,46%, em especial para recém-nascidos com longo período de hospitalização. As lesões de septo nasal e em região occipital foram as mais prevalentes, causadas pelo uso de pronga nasal e material inadequado/mudança de decúbito frágil, respectivamente. As lesões por uso de dispositivos foram associadas a idade gestacional inferior a 31 semanas (>60%), baixo peso ao nascer (57%) e 30 dias de hospitalização (48,2%). Para o tratamento das lesões utilizou-se laserterapia (28,21%) em septo nasal e placa de poliuretano (23,08%) para proteção da região occipital. Conclusão: As Lesões por Pressão causadas pelo uso de dispositivos podem ser evitadas por medidas preventivas como a escolha do local apropriado para os aparelhos, pela escolha de materiais menos danosos e capacitação da equipe multiprofissional.

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Biografia do Autor

Carolina Tenfen, Hospital Universitário do Oeste do Paraná

Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário Assis Gurgacz - FAG. Residente em Neonatologia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE no Hospital Universitário do Oeste do Paraná - HUOP.

Ivaneliza Simionato de Assis, Centro Universitário Dinâmica das Cataratas - UDC

Bacharel em Ciências Biológicas - UNIOESTE, Mestre em Saúde e Meio Ambiente - UNIVILLE, Doutora em Ciências - USP, Pós doutorado em Saúde Pública em Região de Fronteira - UNIOESTE. Docente no Centro Universitário Dinâmico das Cataratas - UDC.

Geisyelli Alderete, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE - Campus de Foz do Iguaçu-PR

Graduada em Enfermagem - UNIOESTE, Mestre em Saúde Pública em região de fronteira - UNIOESTE.

Marcos Augusto Moraes Arcoverde, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE - Campus de Foz do Iguaçu-PR

graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná - UFPR, Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná - UFPR, Doutorado pelo Programa de Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP. Docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

Bruno Taiki Takahasi, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE - Campus de Cascavel-PR

Graduando do curso de medicina na Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, campus Cascavel.

Maria Fernanda Munhak da Silva, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE - Campus de Cascavel-PR

Graduanda do curso de Medicina na Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas, no Campus de Cascavel.

Rosane Meire Munhak da Silva, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE - Campus de Foz do Iguaçu-PR

Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP. Mestre em Biociências e Saúde pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNOIESTE, Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, especialista em Enfermagem em Terapia Intensiva pela FAMERP-São José do Rio Preto e Enfermagem Obstétrica pela UNIFIL-Londrina. Docente na Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNOIESTE, campus Foz do Iguaçu, PR, Brasil.

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Publicado

16-02-2026

Como Citar

1.
Tenfen C, Assis IS de, Alderete G, Arcoverde MAM, Takahasi BT, Silva MFM da, et al. Lesões de pele associadas a dispositivos médicos em neonatos: estudo transversal. Rev. Enferm. Atual In Derme [Internet]. 16º de fevereiro de 2026 [citado 16º de fevereiro de 2026];100(1):e026023. Disponível em: https://revistaenfermagematual.com.br/revista/article/view/2605

Edição

Seção

ARTIGO ORIGINAL